Piauí fica em 2º lugar na geração de empregos nos pequenos negócios no Nordeste

De janeiro a setembro, Estado gerou quase 8,5 mil postos de trabalho nesses empreendimentos

O Piauí é destaque na região Nordeste quando se trata de geração de empregos com carteira assinada nos pequenos negócios. O Estado gerou quase 8,5 mil postos de trabalho no período de janeiro a setembro deste ano, o que dá uma média de 54,12 vagas por cada mil empregados. Esses números colocam o Piauí em segundo lugar na região, cuja média de empregos foi de 29,44 por cada mil empregados nas micro e pequenas empresas.

Somente em agosto o Piauí gerou 1.487 vagas, tendo liderado o ranking de empregos gerados nos pequenos negócios do Nordeste naquele mês. Já em setembro, foram 1.263 postos, deixando o Estado na 5ª colocação da região. Em todo o Nordeste, o acumulado foi de 90.823 empregos.

O levantamento foi feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, do Ministério da Economia.

No Brasil, em setembro os pequenos negócios geraram 119 mil empregos formais celetistas, superando em 20% o saldo de agosto, que foi de 95,5 mil vagas; e em 23% o número registrado no mesmo mês de 2018. Com isso, as micro e pequenas empresas ultrapassaram a criação de mais de 670 mil vagas com carteira assinada até setembro deste ano.

 Já as médias e grandes empresas (MGE) geraram 37,7 mil empregos e a administração pública contribuiu com 492 postos de trabalho. No total, foram gerados no país 157.213 vagas, com as MPE respondendo por 75,7% desse total, o maior saldo já registrado em um mês de setembro, desde 2013.

“Esses números mostram que a economia não só do Piauí, mas o Brasil dá sinais de recuperação. E isso é motivo para comemorar. Quando os pequenos negócios geram emprego é porque eles estão avançando no mercado. Na medida em que esses empreendimentos crescem, a uma melhoria substancial no ambiente de negócios. Com um ambiente de negócios mais competitivo e sustentável, a economia se fortalece e o Estado e o país crescem”, declara o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Mário Lacerda.

De janeiro a setembro deste ano, os pequenos negócios já acumulam um saldo de 670 mil novos empregos, nove vezes maior que as médias e grandes empresas e 10% acima do acumulado em igual período do ano passado.

Por setor, continuou liderando a geração de empregos em setembro, as micro e pequenas empresas da área de Serviços, com a criação de praticamente 53 mil postos de trabalho, com destaque para aquelas que atuam na comercialização e administração de imóveis (21,2 mil empregos) e de alojamento e alimentação (16 mil vagas). Os pequenos negócios do comércio também se destacaram com a geração de 29 mil postos de trabalho.


No acumulado deste ano até setembro, os pequenos negócios do setor de serviços criaram mais de 382,5 mil novas vagas, o que representa 57% do total de postos de trabalho com carteira assinada somente em 2019. Merecem destaque também as micro e pequenas empresas que atuam na construção civil, com 109,6 mil novas contratações.

“O saldo de empregos criados pelos pequenos negócios no acumulado deste ano até setembro já supera o saldo de todo o ano de 2018 e retoma os saldos verificados nos anos anteriores à recessão econômica, ocorrida em 2015 e 2016. Os números comprovam que o Brasil está avançando economicamente, e as pequenas empresas são protagonistas nesse processo”, analisa o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles.

O LEVANTAMENTO DO SEBRAE

O Caged foi criado como registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, CLT. É utilizado pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais, o que torna necessária a geração de estatísticas conjunturais sobre o mercado de trabalho celetista.

Este cadastro serve, ainda, como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais.

O Sebrae analisa esses dados a fim de verificar a situação dos pequenos negócios em todo o país, de maneira a ter um referencial para a melhoria das ações de apoio a microempresas, empresas de pequeno porte, Microempreendedores Individuais, potenciais empresários, potenciais empreendedores e produtores rurais.

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