Empreendedorismo, Inovação e Transformação Digital

Dobra: uma história de empreendedorismo com impacto social

Startup foi apresentada durante palestra no Conecta Sebrae

Com o propósito de deixar o mundo um lugar mais aberto, irreverente e do bem, surgiu de um projeto de faculdade a startup Dobra. E a história de sucesso desse empreendimento foi compartilhada com os participantes do Conecta Sebrae, evento que acontece até hoje (11), na sede do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, em Teresina.

Durante a palestra Hackeando a Dobra – Por Dentro de uma das Startups mais Conscientes do Brasil, Gui Massena e Dudu Seelig deram grandes lições de empreendedorismo com impacto social. A dupla, fundadora da Dobra, mostrou que não basta empreender, tem que mover algo melhor na sociedade.

“Trabalhamos 100% sob demanda. O nosso estoque é zero. E em cada produto tem sempre o carinho de quem fez. Enviamos e-mails diferentes a cada compra. Nossa entrega demora um pouco mais que o e-commerce tradicional, mas os clientes entendem que aquele produto está sendo especialmente produzido pra ele”, contou Dudu Seelig.

A Dobra é inspirada em conceitos como a lógica da abundância, evolução exponencial da tecnologia, capitalismo consciente, economia colaborativa e movimento maker. Seus fundadores dizem que os produtos são apenas ferramentas para conseguir atingir coisas muito maiores e que o impacto positivo de uma operação deve estar muito acima dos próprios lucros.

 “A Dobra como todo negócio visa lucro. Mas pra nós, mais do que o lucro focamos em entregar uma experiência completa para o cliente, com atendimento personalizado e pensado nos mínimos detalhes. Queremos entregar valor aos nossos clientes. Criamos uma experiência totalmente diferente do que as pessoas estão acostumadas a vivenciar. O produto é só a cereja do bolo. As experiências incríveis que proporcionamos aos nossos clientes geram muito mais engajamento para a nossa marca”, destacou Gui Massena.

Dudu Seelig e Gui Massena deram alguns exemplos de que o impacto social é tão importante pra eles quanto os lucros, citando algumas ações desenvolvidas pela Dobra, como é o caso do programa de reciclagem, das embalagens que viram coisas, do cartão que vira planta, do trabalho com artistas anônimos, e do programa Mãos a Dobra.

“Quando o cliente enjoa do seu produto Dobra ou ele está ficando velho, recebemos esse produto de volta para reciclagem e o cliente ainda ganha desconto na próxima compra. As nossas embalagens viram coisas úteis pra você usar depois de abrir, desde cofres de moedas até copos e tapetes. Já o nosso cartão com as informações sobre a sua compra é feito em papel biodegradável com sementes de manjericão. Depois de ler, é só plantar. Tudo foi pensado para ser reutilizado, não gerando um lixo a mais para o planeta”, explicou Gui Massena.

Dudu Seelig falou sobre o trabalho com artistas anônimos, e do programa Mãos a Dobra. “Nossas estampas são desenhadas por artistas independentes de todo o Brasil, que ganham parte do lucro das vendas. Temos mais de 400 estampas. Mas mais do que isso, temos mais de 400 promotores da marca. Quanto ao Mãos a Dobra ele surgiu baseado na nossa estratégia social. Nesse projeto trabalhamos com crianças de uma escola pública. Eles desenvolveram estampas para as nossas carteiras e com o lucro das vendas conseguimos reformar o pátio da escola, que era um sonho antigo delas. Investimos também nessa reforma parte dos recursos que arrecadamos com a venda de outros produtos Dobra, já que R$ 1,00 de cada produto vendido é destinado a projetos sociais”, enfatizou.

Os fundadores da Dobra falaram também sobre o modelo de gestão da startup. “Temos uma gestão totalmente aberta e 100% transparente. Ninguém está acima de ninguém e os salários de todos são iguais, assim como a participação nos lucros. A nossa cultura é forte. Todos sabem de tudo o que acontece na empresa, o que facilita a tomada de decisões. É um modelo de gestão completamente diferente, em que a liberdade e a responsabilidade caminham juntas”, pontuou Dudu Seelig.

Gui Massena esclareceu também que pra quem não tem grana para comprar uma Dobra, os moldes dos produtos estão disponíveis para download de graça. “Já tivemos mais de 50 mil downloads. Mais do que isso, temos 50 mil engenheiros trabalhando e sugerindo melhorias para os nossos produtos. Mas não adianta copiar só o produto, é importante copiar também o impacto social. Fazemos local para inspirar global, porque entendemos que nossa empresa deve ser um vetor de mudança na sociedade”, finalizou.

E essa política de molde aberto tem ajudado também a sustentar ONGs. O Projeto Identidade de Recife (PE), por exemplo, faz carteiras com os moldes da Dobra pra ajudar a bancar o projeto de alfabetização de jovens, adultos e idosos, que não tiveram oportunidade de se alfabetizar quando crianças.

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